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 A Jornada do Herói Mitológico por Luiz Eduardo Ricón

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MensagemAssunto: A Jornada do Herói Mitológico por Luiz Eduardo Ricón   Seg Nov 29, 2010 8:09 pm





Observações:
• O esquema acima pode e deve ser alterado para cada história. Os mapas devemservir à necessidade da história e não o contrário. Eles são extremamenteflexíveis.
• Apesar das muitas variações possíveis da “jornada do herói”, no fundo, no fundopodemos concebêla como uma única jornada. “ Um herói sai de seu seguro mundocomum para se aventurar num mundo hostil e estranho.”
• A “jornada do herói” pode ser externa ou interna, ou seja, pode ser umaaventura física propriamente dita, com mocinhos, bandidos, etc ou uma históriaque se passa na mente e/ou coração do personagem.
A seguir, comenta-se cada etapa da jornada do herói, seguindo o roteiro deChristopher Vogler

1. O MUNDO COMUM
A maioria das histórias leva o personagem principal para fora do seu mundocomum, cotidiano, em direção a um mundo especial, novo e estranho. A idéia de peixefora d’água gerou muitas e muitas histórias de filmes. Exemplo: Guerra nasEstrelas, O Fugitivo, 48 horas, O Mágico de Oz, Excalibur. Antes de mostrar alguémfora de seu ambiente costumeiro, obviamente primeiro deve-se mostrá-lo em seumundo comum, para traçar um contraste nítido entre esse universo ordinário e omundo especial no qual adentrará. Em Guerra nas Estrelas, primeiramente vemos oherói Luke Skywalker em sua vidinha na fazenda, cheio de tédio antes de embarcarna aventura contra o império galáctico.
No emocionante Thelma & Louise, primeiro conhecemos as duas personagens emsuas vidas cotidianas. Uma é garçonete e a outra é dona de casa. Somente depoisdessa apresentação é que embarcamos no mundo especial, no qual elas serãofugitivas da polícia.

2. CHAMADO À AVENTURA
Ao herói é apresentado um chamado à aventura, um desafio de grande risco. Umavez apresentado esse chamado, o herói não pode mais permanecer indefinidamenteem seu mundo comum. A terra pode estar morrendo, como nas histórias do ReiArthur em busca do cálice graal. Em Guerra nas Estrelas, o chamado acontecequando Luke vê, ao lado de Ben Kenobi, o holograma da princesa Leia pedindoajuda. Nas comédias românticas, o chamado à aventura pode ser o primeiro encontrocom alguém especial e, normalmente no cinema americano, uma pessoa irritanteque o protagonista passa a perseguir e enfrentar. O chamado à aventuraestabelece o objetivo do jogo e deixa claro qual é o objetivo do herói. Seráque Luke conseguirá salvar a princesa Leia? Será que Thelma & Louiseconseguirão escapar impunes do crime que cometeram?

3. RECUSA DO CHAMADO
É normal qualquer herói sentir medo após ser chamado à aventura. Luke recusa-sea viajar para Alderan e a ajudar a princesa Leia. Nas comédias românticas o heróipode relutar em deixar-se envolver.
Quando o herói recusa, é necessário que em algum momento surja algumainfluência para que ele vença esse medo. Pode ser um encorajamento do mentor;uma nova mudança na ordem natural das coisas. Quanto maior for o medo do heróiem entregar-se à aventura, maior será o vínculo emocional do espectador. QuandoLuke recusa o chamado de Ben Kenobi e volta para casa, vê seus tios mortospelas tropas do império. Com isso, Luke não hesita mais e determina-se aembarcar na aventura com Ben. A recusa do chamado acontece sempre no início dahistória? NÃO. Lembre se de que o mapa da jornada deve ser moldado ao propósitoda história. Em O Retorno de Jedi o mocinho Luke recusa o chamado paraenfrentar Vader desde os 45 minutos de filme até mais ou menos os 75 minutos.

4. ENCONTRO COM O MENTOR
Nesse ponto da história, o herói já deve ter encontrado um mentor. A relaçãoentre o mentor e o herói é um dos temas mais comuns na mitologia. Representa ovínculo entre pai e filho, mestre e discípulo, Deus e o ser humano. Um dos maisfamosos mentores é o Mago Merlin da história do Rei Arthur e os Cavaleiros da TávolaRedonda. Nos filmes, o mentor pode aparecer como um sábio Jedi (Guerra nasEstrelas), um sargento exigente (A Força do Destino), ou mesmo o código de honrae moral do herói (os personagens de John Wayne).
A função do mentor é preparar o herói para enfrentar o desconhecido quando eleatravessar o primeiro limiar. Ben Kenobi instrui Luke nos caminhos da Força. Omentor pode ensinar ou até mesmo dar “presentes”, como o velhinho agente Q nosfilmes de James Bond. O mentor só pode ir até certo ponto com o herói, a partirdo qual o herói deve prosseguir sozinho ao encontro do desconhecido. Paratanto, algumas vezes o mentor pode dar um empurrãozinho ou até mesmo um belochute na bunda.
É importante frisar: um herói pede ter vários mentores.

5. TRAVESSIA DO PRIMEIRO LIMIAR
Finalmente o herói se compromete com sua aventura e entra plenamente no mundoespecial ao efetuar a travessia do primeiro limiar. Dispõe-se a enfrentar o desafiodo chamado à aventura. Este é o momento em que a história decola e a aventurarealmente tem início.
É o Ponto de Virada (Plot Point do paradigma de Syd Field). A partir desse pontoo herói não tem mais como voltar atrás. É o momento em que Luke e Ben vão à cantinaprocurar por um piloto (Han Solo) para levá-los a Alderan.

6. TESTES, ALIADOS E INIMIGOS
No momento em que o herói entra no mundo especial, encontra novos desafios,testes, faz aliados e luta contra inimigos. Os bares são muito úteis para essa etapada jornada. Luke e Ben são testados, fazem um aliado e enfrentam inimigos na cantina.Essa etapa da jornada pode se repetir várias vezes durante a história, aindamais se for um filme de ação propriamente dito. Nesses filmes o herói é testadoa todo o momento, há inimigos por toda parte e recorrem à ajuda de aliados emdiversos momentos da história.

7. APROXIMAÇÃO DA CAVERNA OCULTA
Aqui o herói chega a fronteira de um lugar perigoso onde está o objeto de suabusca. Pode ser o quartel general de seu maior inimigo, como a Estrela daMorte. A caverna oculta é o ponto mais ameaçador do mundo especial. Quando oherói entra nesse lugar temível, ele atravessa o segundo limiar. Nas históriasdo Rei Arthur, a caverna oculta é a Capela Perigosa onde se encontra o cálicegraal. Em Indiana Jones e a Última Cruzada, a caverna oculta é o templo ondeestão aquelas dezenas de cálices e um deles é o graal.
A aproximação compreende todas as etapas para entrar na Caverna e enfrentar amorte ou o perigo supremo.

8. A PROVAÇÃO SUPREMA
A provação suprema é o momento crítico nas histórias. O herói enfrenta apossibilidade de morte. Em Guerra nas Estrelas esse é o momento em que Luke, Hane Leia ficam presos no compactador de lixo.
Na provação suprema, o herói tem que morrer para renascer em seguida. Você podeinterpretar isso ao pé da letra ou metaforicamente. Neo, em Matrix, é surradopelo agente Smith, e foge para não morrer. Nas comédias românticas essa morte éo fim de um relacionamento amoroso e o renascimento pode ser a retomada de umnamoro.
Em O Exterminador do Futuro II, o T-800 é “morto” pelo T-1000, que lhe cravauma estaca metálica nas costas. Momentos depois, o T-800 “renasce”.

9. RECOMPENSA
Após sobreviver à morte, derrotar o dragão e salvar a princesa, o herói e o espectadortêm motivos para celebrar. O herói, então, pode se apossar do tesouro que veio buscar,sua recompensa. Pode ser uma arma especial, um símbolo como o cálice graal, ouainda simplesmente o ganho de experiência, sabedoria e/ou reconhecimento.
Nas comédias românticas pode ser a reconciliação do casal. Em O Retorno de Jedié a reconciliação entre Vader e Luke, pai e filho. Dorothy escapa do castelo daBruxa Malvada com a vassoura da bruxa e os sapatos de rubi. O T-800, John e Sarahconseguem capturar o chip e o braço mecânico que futuramente servirão para aconstrução de exterminadores.

10. CAMINHO DE VOLTA
O caminho de volta é onde começa o terceiro ato da história. O herói ainda estáno mundo especial e corre perigo. As forças do mal se reorganizam e preparam umúltimo ataque, a batalha final. Luke, Leia e Han são perseguidos pela força do Impériodepois de fugirem da Estrela da Morte. John, T-800 e Sarah fogem do T-1000.Esta etapa da jornada marca a decisão de voltar ao Mundo Comum. Mas a voltaserá difícil.

11. RESSURREIÇÃO
O herói deve “renascer” e, assim, purificar-se antes de voltar ao mundo comum.Isso até pode ser um segundo momento de vida e morte, ainda mais intenso que a provaçãosuprema. Essa etapa é uma espécie de exame final do herói, para ver serealmente aprendeu as lições. O herói se transforma graças a esse momento de mortee renascimento e, assim, pode voltar à vida comum como um novo ser, maisevoluído, experiente, com um novo entendimento. Quantas vezes, nós em nossasvidas reais, não sofremos um acidente, corremos perigo ou coisa semelhante e,após sobreviver a esse apuro, nos sentimos mais vivos, vemos tudo com coresdiferentes, nos sentimos mais leves, PUROS? Se o herói não se limpar de todasujeira, corrupção, ódio e sangue do mundo especial, ele pode voltar com sériosproblemas psicológicos para o mundo comum. Isso aconteceu com os soldados americanosquando retornaram da guerra do Vietnã. Em Guerra nas Estrelas a nave de Lukequase édestruída pela nave de Vader, porém, Han Solo salva-ono último momento eLuke destrói a Estrela da Morte.A Ressurreição é o último momento de perigopara o herói e, por isso, deve ser o mais forte, o momento que o leva maispróximo da morte.
Neo, em Matrix, morre quase ao final do filme e ressuscita como o “escolhido”,um novo ser purificado. Chris, em Platoon, está para ser morto pelo sargentoBarnes quando um avião lança uma bomba perto deles. Uma enorme explosão. A telafica branca. Na cena seguinte, vemos Chris caído no chão. Pensamos que ele estámorto, mas momentos depois, ele acorda, vivo. É importantíssimo que, após essaetapa, o herói adquira uma nova personalidade, menos egoísta, mais experiente esábio. Ele deve deixar para trás toda a impureza, todo o trauma do mundoespecial e guardar para si somente a experiência e a sabedoria adquiridas.

12. RETORNO COM O ELIXIR
O herói retorna ao mundo comum, mas toda a jornada não tem o menor sentido seele não trouxer consigo um elixir. Elixir é uma poção mágica com poder de cura.É o que Indiana Jones usa para curar o seu pai em A Última Cruzada. Pode ser umgrande tesouro como o cálice graal, ou simplesmente um conhecimento ou experiênciaque poderá ser útil à comunidade ou ao próprio herói. Muitas vezes, o elixir ésimplesmente um amor conquistado, liberdade de viver ou a volta para casa comuma boa história para contar.

Em resumo:
1. O Herói é apresentado no mundo comum, onde recebe um chamado à aventura.
2. Primeiro recusa o chamado, mas num encontro com o mentor é encorajado afazer a travessia do primeiro limiar e entrar no mundo especial, onde encontra testes,inimigos e aliados.
3. Na aproximação da caverna oculta, cruza um segundo limiar onde enfrenta aprovação suprema.
4. Ganha sua recompensa e é perseguido no caminho de volta ao mundo comum.
5. Cruza então o terceiro limiar, experimenta uma ressurreição e é transformadopela experiência.
6. Chega então o momento do retorno com o elixir, a benção ou o tesouro quebeneficia o mundo comum.
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MensagemAssunto: Re: A Jornada do Herói Mitológico por Luiz Eduardo Ricón   Ter Nov 30, 2010 2:19 pm

Matsu, amei , ajuda muito os novatos para criar as hisotrias!!^^

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MensagemAssunto: Re: A Jornada do Herói Mitológico por Luiz Eduardo Ricón   Ter Nov 30, 2010 3:51 pm

éh boiei '-' heroi inferno hã?explica para min *-*
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MensagemAssunto: Re: A Jornada do Herói Mitológico por Luiz Eduardo Ricón   Ter Nov 30, 2010 4:15 pm

eu interpretei isso cm uma metafora ^^
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MensagemAssunto: Re: A Jornada do Herói Mitológico por Luiz Eduardo Ricón   Ter Nov 30, 2010 5:37 pm

cara...faço a mesma coisa '-'
o pedro viu hoje na escola..
(tanto q ele tbm nao intendeu nada --')

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