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 SÉRIE MANGÁS DE TOKUSATSU - KIKAIDER

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Mega Silver

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MensagemAssunto: SÉRIE MANGÁS DE TOKUSATSU - KIKAIDER   Qua Set 22, 2010 8:12 am

FONTE: BLOG MAXIMUM COSMO

(Artigo de Felipe Onodera)

Quando se fala em Shotaro Ishinomori a primeira coisa que vem à mente é Kamen Rider e outros famosos seriados de heróis fantasiados que se tornaram um verdadeiro fenômeno no Japão dos anos 70. Mas Ishinomori é um autor de várias faces e sua produtividade chegou a níveis tão extraordinários que muitos acreditam que, se não houvesse Osamu Tezuka, o título de “Deus do Mangá” inexoravelmente recairia sobre Ishinomori. Hoje ele é um recordista do Guiness Book, como o autor de quadrinhos com maior número de trabalhos publicados, num total de 770 títulos diferentes, todos com a devida restauração digital e reimpressos na sua coleção de obras completas, que, ao todo, possui quinhentos volumes. Ele trabalhou com provavelmente todos os gêneros conhecidos, desde os mangás de ficção cientifica para meninos, tais como Cyborg 009 e o citado Kamen Rider, até os adultos Sandarabocchi, Hotel e Sabu to Ichi Torimono Hikae.
KikaiderNesse ponto, Jinzou Ningen Kikaider (Andróide Kikaider), publicado no almanaque semanal para garotos Shonen Sunday, da Shogakukan, em 1972, é um divisor de águas. Primeiro porque não foge da fórmula do herói relutante que se transforma para enfrentar criaturas de uma organização criminosa; e segundo porque acrescenta a essa fórmula um argumento sólido que lida com dilemas existencialistas remanescentes da obra “Frankenstein”, de Mary Shelley, que nada tem a ver com o filme, aonde brilha Boris Karloff no papel do monstro. Assim sendo, Kikaider é a perfeita antítese do Tetsuwan Atom (Astro Boy), de Osamu Tezuka, ao qual Ishinomori presta uma justa homenagem, valendo ressaltar que, antes de seguir a própria carreira, Ishinomori foi assistente de Tezuka numa das primeiras histórias do garoto robô.

A grande divergência entre os dois heróis robóticos é que Astro Boy é um perfeito campeão da justiça, infalível e onipotente, enquanto Kikaider é suscetível à manipulação e más influências, o que o faz mais próximo dos humanos. Este não se tornou só um dos elementos mais fortes em Kikaider, como também um dos mais memoráveis. A começar pelo seu "circuito de consciência" chamado "Jiminy", que é uma referência ao Grilo Falante, do clássico conto italiano Pinóquio, de Carlo Collodi. Ishinomori faz de seu personagem uma espécie de versão andróide de Pinóquio. Assim como o boneco de madeira era frequentemente manipulado pelos personagens mal intencionados que atravessam seu caminho, o circuito de consciência incompleto de Kikaider o tornava vulnerável ao cataléptico som eletrônico da flauta de seu principal inimigo, o Professor Gill. KikaiderIsso faz de Kikaider mais uma vítima do que um super-herói, que oscila entre o bem e o mal, um autômato mais próximo de um homem de carne e osso do que qualquer outro.

O simbolismo está por toda parte, a começar pelo brilhante visual criado por Shotaro Ishinomori para o personagem principal – é claro que estamos lidando com uma estética muito setentista e que pode não funcionar tão bem nos dias atuais – que, apesar de grotesco, imperfeito e assimétrico, casa muito bem com a trama, funcionando como metáfora para o conflito interior do protagonista. O azul representa a sua humanidade, sua moral; o vermelho é o seu monstro interior, sua angústia, o oscilar entre ser demasiado humano, mas, ainda assim, uma máquina, como sugere as partes de seu mecanismo interno à mostra. O vilão Hakaider é um caso à parte: seu visual inspirou George Lucas na posterior criação do icônico Darth Vader, da trilogia Guerra nas Estrelas (Lucas visitou o Japão nos anos 70 buscando um estúdio para produzir os efeitos especiais de Star Wars, quando descobriu a existência do seriado inspirado em Kikaider. Este fato foi documentado pelo próprio Lucas e o produtor Tohru Hirayama). Existe também certa relação entre os nomes dos principais personagens: o alter ego de Kikaider chama-se Jiro (que significa segundo filho); antes dele foi construído o protótipo chamado Kikaider 01, nomeado em homenagem ao falecido filho do cientista que o criou, Ichiro (primeiro filho), e por fim temos Saburo (terceiro filho), a forma humana de Hakaider.
Kikaider

Uma nova série estrelando Kikaider 01 estreou em 1973, dando continuidade ao popular seriado de TV. Mas o mangá de Ishinomori não mudou seu título, pois Jiro continuava a ser o personagem central. O mangá também introduziu um personagem que nunca ganhou a sua própria série, Kikaider 00 (Double O), cuja forma humana chamava-se Rei (Japonês para "zero").

Boneco Solitário

A história se inicia traçando um paralelo entre Pinóquio e o nascimento do andróide Jiro. Mitsuko e Masaru são dois irmãos que despertam durante uma noite tempestuosa por uma explosão que ocorre no laboratório do pai, Den Komyoji, prestigioso doutor em robótica. Mais tarde se descobre que o Kikaiderincidente foi arquitetado pelo infame Professor Gill Herbert, líder da organização criminosa Dark. Mitsuko passa a investigar o passado do pai e descobre que tinha um meio-irmão chamado Ichiro, que morreu em um misterioso acidente, o que levou Komyoji a construir um andróide que pudesse substituí-lo. O Professor Gill surge num momento de especial apreensão para Komyoji, lhe oferece suporte financeiro e até o apresenta à sua segunda mulher, com a qual teve dois filhos, que são Mitsuko e Masaru. Komyoji constrói treze robôs com características de animais em extinção para o uso pessoal da Dark, mas não desconfiava que a morte de Ichiro tivesse sido planejada para que Gill pudesse se aproximar dele – e que até sua esposa era uma espiã. Descoberta a verdade, Komyoji passa a construir, às escondidas de Herbert, o andróide Jiro, dotando-o de um circuito de consciência (Jiminy), para que ele não obedecesse a comandos mal intencionados e fosse capaz de discernir entre o bem e o mal. O que Komyoji não esperava era ser atacado por um andróide, que provocou danos no construto, fazendo com que o Jiminy de Jiro apresentasse disfunções graves. Assim, Jiro acaba só e desamparado, e, ao lado de Mitsuko, é obrigado a fugir Kikaiderconstantemente dos treze robôs inimigos, ou, às vezes, lutar contra eles. Quando se transforma em modo de batalha, a anomalia do Jiminy faz com que ele se torne Kikaider, um ser mecânico inacabado.

Conforme o mangá se desenvolve, Jiro vai ficando cada vez mais e mais humano, tornando-se capaz de sentir emoções. Ele passa a sentir vergonha de sua aparência quando transformado e até questiona se existe de fato o certo e o errado, o bem e o mal. Afinal, destrói outros seres que também são robôs, assim como ele. Mas apesar disso, ainda é vulnerável ao som da flauta de Gill, emissor de ondas eletromagnéticas que afetam o seu cérebro eletrônico e fazem com que ele perca o controle sobre suas atitudes, chegando várias vezes a quase estrangular Mitsuko. As coisas só pioram com o surgimento do mais novo irmão de Jiro, Saburo, que usa sua fraqueza para manipular o robô desorientado, fazendo com que este cometa delitos que o colocam na lista negra da polícia e abalam a confiança de Mitsuko e Masaru.
Saburo, na verdade, é o ciborgue Hakaider, e Jiro não pode destruí-lo, porque o seu cérebro é o mesmo de Den Komyoji – uma armadilha bem arquitetada pela Dark para tomar a posse de Kikaider. No entanto, a consciência de Komyoji toma posse do corpo de Hakaider e os dois juntos põem termo aos planos do Professor Gill. Com a ajuda dos cientistas da Dark, o cérebro de Komyoji retorna ao seu verdadeiro corpo e Kikaider destrói a base de seus inimigos, levando o seu criador de volta para os filhos. Mas a trama não termina por aí.

Kikaider Com a ajuda de três assistentes, Gill é capaz de implantar seu cérebro no corpo de Hakaider e cria corpos robóticos para seus subordinados, feridos na última batalha. Juntos eles formam o Quarteto Hakaider. Logo, um estranho vírus começa a se espalhar por pequenos vilarejos do arquipélago japonês, fazendo com que Jiro saía para investigar e descubra que Gill ainda está vivo – além de perceber que não tem força o suficiente para deter o quarteto.
Após a derrota, Jiro decide buscar a ajuda de Komyoji, que o dá indicações para chegar até um antigo templo budista, aonde virá a conhecer o reverendo Futen, professor de Komyoji e de seu irmão mais velho, Ichiro. Acontece que, logo após a morte do primeiro filho, Komyoji havia construído um andróide, que manteve em segredo durante todo esse tempo; mas, ao contrário de Jiro, Ichiro não possui um circuito de consciência e tem não apenas uma personalidade impulsiva como também um péssimo temperamento. Ichiro possui seu próprio modo de batalha: Kikaider 01.

Irmãos Kikaider contra a Sociedade das Sombras

Jiro e Ichiro conhecem a misteriosa Rieko e o jovem Akira, que estão sendo perseguidos pela enigmática facção Shadow, que existe à sombra da civilização. Komyoji, ainda em lenta recuperação, decide partir para a Europa com seus filhos, deixando a Jiro e Ichiro o encargo de combater a Shadow – e proteger Rieko e Akira.
O garoto Akira é na verdade filho do Professor Gill e carrega, em suas costas, uma tatuagem aonde se escondem as plantas para a construção do Giant Devil, Kikaiderum gigantesco ídolo capaz de gerar o Efeito Supernova, que pode causar a extinção dos seres humanos da Terra. Para que o aparato alcance seu máximo desempenho, ele precisa das informações contidas nos dois filhos de Gill, Akira e Rumi. Rieko inicialmente desconhece esse fato, mas ela é na verdade uma andróide projetada para defender os filhos de Gill.

A situação alcança estado crítico quando ela morre tragicamente em uma investida suicida contra as máquinas assassinas da Shadow. Enquanto isso, o reverendo Futen apresenta Jiro e Ichiro ao seu irmão caçula, Rei (Double-O), que foi construído com base nos conceitos originais deixados por Komyoji. Os três irmãos logo sofrem um ataque massivo de Zadam e o exército robótico de Shadow, que capturam o garoto Akira. Jiro, Ichiro e Rei partem imediatamente para resgatar as crianças, antes que elas sejam usadas como arma de destruição em massa. Mas em seu caminho surge Bijinder, uma andróide que exerce estranha atração sobre os três irmãos e confunde os seus circuitos. No entanto, algo dá errado e Bijinder passa a cultivar afeição por Jiro, o único dos três andróides a possuir o circuito de consciência Jiminy. Bijinder esquece seu verdadeiro propósito e decide ajudar Jiro e os outros, mas Rei a alerta que seus Kikaidersentimentos por Jiro são apenas uma função interna e que o Jiminy, de alguma forma, interferiu em sua programação inicial.

Descoberta a traição de Bijinder, Waruder e o Dr. Dromeda partem no encalço dos heróis, mas são derrotados pela força conjunta dos quatro. Porém, o confronto proporciona o tempo necessário para que Gill Hakaider termine o seu Armageddon God, a versão reformada do antigo Giant Devil, com a ajuda das escrituras presentes em Akira e Rumi. Os irmãos Kikaider (e Bijinder) oferecem resistência, mas são derrotados e feitos prisioneiros.

Gill Hakaider desenvolveu um dispositivo chamado Yessir, com o qual pode controlar livremente a mente dos quatro opositores e evitar que se coloquem novamente em seu caminho. Os militares armam um bombardeio contra o Armageddon God, mas suas ofensivas não fazem efeito. Agora 01, Double-O e Bijinder estão sob o comando de Gill, mas o novo circuito têm um efeito diferente em Jiro e entra em conflito com seu Jiminy, causando uma reação diferente daquela imaginada por Gill. A sua vontade humana não se rende ao controle do Yessir e Jiro decide acabar definitivamente com a organização Shadow. Para isso, ele programa sua mente para destruir todos os robôs que puder. Mas no processo, ele assassina até mesmo os membros de sua família mecânica, incluindo 01 e Bijinder.
O último painel do mangá diz: "Jiro fez uma coisa horrível. Ele matou seus próprios irmãos. Agora, ele é um ser humano".

Kikaider

Segundo o autor Patrick Macias (autor de livros como Japan Edge: The Insider's Guide to Japanese Pop Subculture e Fresh Pulp: Dispatches from the Japanese Pop Culture Front (1997-1999)), Jiro é um inocente, livre do pecado original. Ele possui uma consciência, mas isso não é o bastante. É o pecado e o mal que definem os seres humanos. A última linha da história deixa a pergunta: "será que, ao virar humano... Pinóquio realmente encontrou a felicidade?".
Os jovens leitores de Kikaider não eram diferentes de Jiro. Eles não tinham idéia da moralidade além do que lhes era apresentado através das simples histórias sobre o bem e o mal usualmente apresentadas nos mangás de seu tempo. Com esta conclusão, Ishinomori revela a eles que "você não é um ser humano por completo ainda; para crescer e se tornar um adulto, você precisa entender o mal que existe dentro de você."
Com uma profunda, irônica e filosófica conclusão, Ishinomori encerra uma obra-prima dos mangás para garotos.

Legado Vermelho e Azul

KikaiderArtisticamente, Kikaider não é um dos melhores trabalhos de Shotaro Ishinomori. As formas arredondadas da estética "tezukiana" ainda são muito presentes, os cenários não são tão ricos em detalhes como viriam a ser em obras posteriores e o aspecto cinético, tão comum em seus trabalhos, também não se reflete muito aqui. Tudo leva a crer que o público-alvo a quem Ishinomori se dirigia era o infantil. A narrativa também não tem nada de excepcional, como em Fantasy World Jun ou Sabu to Ichi Torimono Hikae. Pelo contrário, ela se desenvolve de forma muito rápida, com vários personagens e situações sendo jogados na sua cara em ritmo quase frenético. Por esses motivos é quase impossível que um dia vejamos Kikaider publicado no Brasil – ele tem quase todos os aspectos datados visíveis, por exemplo, em um título como A Princesa e o Cavaleiro, de Osamu Tezuka, publicado entre nós pela JBC.
Mas isso não impediu que o mangá continuasse a ser impresso no Japão até hoje, quase quarenta anos depois de sua publicação inicial. Como já foi dito, Kikaider também estrelou dois seriados para televisão, Jinzou Ningen Kikaider e Kikaider 01. Ambos foram extremamente populares nos anos 70 e uma verdadeira febre quando exibidos no Havaí – aonde até hoje existem convenções dedicadas aos andróides, com direito a presença de Ban Daisuke e Ikeda Shunsuke, que interpretaram respectivamente o papel de Jiro e Ichiro em suas versões televisivas.

Hakaider

Os fãs começaram a escrever para Ishinomori pedindo um final feliz para Jiro, que termina a saga atormentado e sem destino. O seu desejo foi atendido no mangá Inazuman, publicado em 1973 na mesma Shonen Sunday. O capítulo Guitar wo Motta Shonen (O Garoto com o Violão), mostra Jiro ainda afetado pelo circuito Yessir e possuído pelos mutantes da Nova Ordem Humana, que o programaram para destruir o herói paranormal Inazuman. No final, Inazuman é capaz de livrar o seu tormento e ele volta a ser o velho Jiro de boa índole que era no inicio da série. Uma curiosidade é que Inazuman também foi interpretado por Ban Daisuke no seu seriado televisivo, o que tornaria impossível um encontro dos heróis de carne e osso.
Em 2000, Kikaider não só recebeu uma excelente adaptação em anime, chamada Jinzou Ningen Kikaider: The Animation (e, subsequentemente, Kikaider 01: The Animation e Kikaider vs. Inazuman Guitar Wo Motta Shonen), como também um remake em mangá, Kikaider Code-02, assinado por MEIMU. Enquanto o anime reconta fielmente a história do mangá original, com o acréscimo de alguns eventos que nada desmerecem o trabalho de Ishinomori, o novo mangá é uma releitura modernizada e com enredo e design significantemente alterados. Kikaider Code-02 foi publicado nos EUA e em vários países da Europa, geralmente usado para promover a nova animação. O que é uma pena, porque o material é fraco e utiliza muitos modismos do mangá atual.

O sucesso do vilão Hakaider também impulsionou o lançamento de um filme, em 1995, chamado Mechanical Violator Hakaider, onde o personagem foi repaginado como um anti-herói. Tirando o visual e o nome, esse material não diz muito respeito ao universo de Kikaider.
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MensagemAssunto: Re: SÉRIE MANGÁS DE TOKUSATSU - KIKAIDER   Sab Set 25, 2010 11:14 am

legal esse tal Ishinomori, bem ecletico
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SÉRIE MANGÁS DE TOKUSATSU - KIKAIDER
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